Vale da Capucha apresenta nova identidade dos vinhos Fossil

Os vinhos Fossil, do produtor Vale da Capucha, têm uma nova imagem. A aposta é numa identidade revigorada, em tons que reportam para um maior destaque ao solo calcário, rico em fósseis, que incute a estes vinhos orgânicos sabores únicos.

O novo “visual” dos Fossil da marca que é distribuída pela Mimos D´Aldeia vai ser oficialmente apresentado no “simplesmente… Vinho 2017”, evento que reunirá, no Porto, os mais importantes projectos de viticultura artesanal made in Portugal, entre os dias 24 e 25 de Fevereiro.

O enólogo deste projecto de Torres Vedras, Pedro Marques, vai mostrar no salão de vinhos os novos Fossil colheita  2015 que estão, no mês de Março, disponíveis em branco e em tinto.

Estes vinhos de travo salino-mineral expressam com toda a autenticidade a influência natural do terroir, um solo argiloso, calcário rico em fósseis, e a proximidade com o mar que fica a apenas cerca de 8 quilómetros de distância.

A Vale da Capucha, cuja produção se estende em 13 hectares da Quinta de S. José em Carvalhal, Torres Vedras, tem, desde Junho de 2015, a certificação de Modo de Produção Biológico emitida pela SATIVA, organismo que controla e certifica a produção agrícola e alimentar.

Foi Pedro Marques, que faz parte da quarta geração da família a produzir vinhos, quem iniciou, em 2012, esse processo de transformação da quinta num projecto totalmente biológico.

O enólogo, que é descrito pela crítica de vinhos Sarah Ahmed do site The Wine Detective como “uma estrela em ascensão”, apostou na plantação de novas castas, aboliu produtos químicos e poluentes de síntese e centrou a produção com recurso a produtos naturais como o enxofre, o cobre e a argila, para criar produtos de excelência.

O processo de fermentação assenta em leveduras naturais, com recurso mínimo a sulfitos, sem colagens nem filtrações, o que resulta em vinhos artesanais e únicos que expressam a qualidade orgânica das vinhas e do local.

A Quinta de S. José tem potencial particular para a produção de brancos premium, a partir das castas Arinto e Fernão Pires e pequenas parcelas de Alvarinho, Gouveio, Viosinho, e Antão Vaz e Viognier, que têm já prestígio nos mercados estrangeiros mais exigentes.

Em termos de castas tintas, a Vale da Capucha centra-se na Touriga Nacional, Tinta Roriz e Castelão existindo ainda uma parcela de Syrah.